cover
Tocando Agora:

Líder de gangue arquitetou assassinato de Tupac, diz promotor

Tupac e Duane “Keffe D” Davis g1 Duane “Keffe D” Davis, ex-líder de gangue de rua orquestrou os tiros a partir de um carro contra o astro do hip-hop Tu...

Líder de gangue arquitetou assassinato de Tupac, diz promotor
Líder de gangue arquitetou assassinato de Tupac, diz promotor (Foto: Reprodução)

Tupac e Duane “Keffe D” Davis g1 Duane “Keffe D” Davis, ex-líder de gangue de rua orquestrou os tiros a partir de um carro contra o astro do hip-hop Tupac Shakur, ocorrido em 1996 em Las Vegas, em retaliação à agressão sofrida por seu sobrinho, afirmou um promotor aos jurados durante as alegações iniciais de um julgamento por homicídio relacionado a um crime há muito não resolvido que se tornou um momento marcante na história do rap. Ele é acusado de homicídio com uso de arma letal e se declarou inocente. Davis é acusado de liderar um grupo de homens para matar Shakur, então com 25 anos, em um tiroteio de carro ocorrido em 1996 perto da Las Vegas Strip. “Vocês ficarão sabendo que, quando surgiu a oportunidade de retaliação, Duane Davis se certificou de que os atiradores estivessem armados e prontos para executar seu plano. E, surpreendentemente, vocês ficarão sabendo disso pelo próprio Duane Davis”, disse o promotor Binu Palal, referindo-se a recentes declarações públicas de Davis que reavivaram o caso há muito adormecido. O advogado de defesa Michael Sandt afirmou que, após 30 anos, os investigadores ainda têm muito poucas provas para sustentar a acusação. “No fim das contas, vocês precisam se perguntar: o que eles estão dizendo é verdade ou ficção?”, disse Sandt ao júri. Assassinato do rapper Tupac Shakur chega a julgamento depois de 30 anos O assassinato reforçou a imagem de violência que permeava a cultura do hip-hop e suas letras durante a era de ouro do rap “gangsta”, alimentando a rivalidade entre a Costa Leste e a Costa Oeste do rap daquela época. A polícia informou, após a prisão de Davis em 2023, que ele era um suspeito de longa data no assassinato, mas que os investigadores não tinham provas admissíveis suficientes para indiciá-lo até que ele começou a se incriminar em uma série de declarações públicas. O julgamento perante a juíza Carli Kierny deve durar até seis semanas em um tribunal no centro de Las Vegas. Ele poderá contar com o depoimento do cofundador da Death Row Records, Marion “Suge” Knight, um ex-magnata do rap que estava com Shakur na noite em que ele foi assassinado e que agora cumpre uma pena de 28 anos de prisão por uma condenação não relacionada a homicídio culposo. Um júri foi selecionado na semana passada. Quem foi o mandante Duane “Keffe D” Davis, apontado como mandante da morte de Tupac Reuters As autoridades descreveram Davis como o “mandante” de um plano apressado para vingar a agressão sofrida por seu sobrinho nas mãos de Shakur e membros de sua comitiva dentro do cassino MGM Grand, em Las Vegas, na noite de 7 de setembro de 1996. A violência no cassino teria começado por conta de uma richa entre duas gangues de rua da região de Los Angeles — os South Side Compton Crips, dos quais Davis se autodenominava líder, e os Mob Piru, que, segundo a polícia, estavam associados a Knight e à Death Row Records. Eles estavam em Las Vegas para assistir a uma luta pelo título mundial de boxe na categoria peso-pesado entre Mike Tyson e Bruce Seldon. Davis teria obtido a arma do crime e a entregado a dois outros homens no banco traseiro de um Cadillac branco enquanto circulavam em busca do carro de Knight e Shakur após a briga. Os tiros foram disparados quando Davis e os outros alcançaram o veículo de Knight e Shakur. Shakur foi atingido quatro vezes e morreu no hospital seis dias depois. Knight, que estava dirigindo, sofreu um ferimento leve causado por um fragmento de bala que lhe arranhou a cabeça. Caso arquivado voltou à tona Tupac Shakur na capa do disco 'All eyez on me', de 1996 Reprodução A investigação do assassinato ficou paralisada por anos, mas a polícia afirmou que as declarações feitas por Davis em 2018 a diversos veículos de mídia sobre seu envolvimento no tiroteio reativaram o caso. Davis disse em entrevistas e em seu livro de memórias de 2019, “Compton Street Legend”, que estava no banco do passageiro da frente do Cadillac e havia entregado a arma a um dos dois homens sentados atrás dele, segundo a polícia. Mas nem o relato de Davis nem as autoridades revelaram quem disparou contra Shakur. Os outros três homens que estavam no Cadillac com Davis já morreram. De acordo com a lei de Nevada, Davis pode ser acusado de homicídio se tiver participado do crime sem ter puxado o gatilho. Em seu livro, Davis escreveu que por muito tempo foi considerado suspeito dos assassinatos de Shakur e de um rapper rival, Christopher Wallace, que se apresentava como The Notorious B.I.G. pela gravadora Bad Boy Entertainment, sediada em Nova York, e foi morto a tiros em Los Angeles em março de 1997. Embora o assassinato de Wallace continue sem solução, os investigadores há muito especulam que ele foi morto a tiros em retaliação ao assassinato de Shakur, ocorrido meses antes.